domingo, 13 de julho de 2025

Ela não saberia dizer, porque não havia o que dizer. Seu amor disfarçado de maldade, uma menina dentro de mim que chorava e empurrava seus pés no meu estômago, chutes que paulatinamente me corroía por sentir demais, por querer o que não havia de fato. Fui tão forte, passei por inúmeros espinhos que me furaram a carne, e tive que parar, e por estranho que possa parecer essa pausa causou dor, constrangimento, mágoa, sustentei o óbvio vivendo para que o outro dia pudesse nascer, para que quem vem não se machucasse, mas chega um momento que não tem como viver sem ser feliz. Aí você olha para dentro e puxa para fora aquela menina que tanto lhe dizia para que ela precisava ser ouvida, e essa menina era eu, minhas mãos pequenas, o chão bem próximo. Limpa seu rosto e a alimenta de sentimentos puros. Não posso mais machucá lá.Ela já deu o seu máximo. Devo absolve lá de tanto! 

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