sábado, 31 de dezembro de 2011

E desta vez, e não como outra vez, ela estava cheia de amor, num estado incrível, em frenesi, mas não que num futuro inoportuno não pudesse mudar, não que uma bunda mais gostosa não pudesse interromper aquele amor, ou quem sabe um amor antigo pudesse ressurgir das cinzas e fazer as antigas músicas tocarem, mas que essa lamúria pudesse ser adiada, e que pudessem curtir o que estava tão gostoso. Ela estava cansada de brincar de amar, de querer tudo pra si, de recolher o amor todo pra ela, ela estava afim de amar mesmo, só que dessa vez estava estranha, estagnada nele, desta vez estava alucinada, queria sorrir mais, sonhar com ele, tamanha era a força com que tudo se orientava e como tudo o que havia passado se tornava obsoleto, sem forma, sem vida.
Estava distante de ser perfeito, ele seguia com seus compromissos irrevogáveis, sua irrefutável fama viril, fazia sempre questão de lhe afirmar a sua posição pela manhã e colocá-la em seu lugar, ela bem que queria ser afortunada pelo seu amor, mas isso ainda não lhe era possível, uma vez que ele guardava seus sentimentos devido à capacidade minuciosa em controlar suas emoções, e isso não cabia a ela discuti-los, deveria apenas aceitar, embora este fosse o grande motivo de sua indagação e descontentamento.
Hoje ela chora de saudade, sente a sua falta, ele brinca com todas as palavras ditas, mas acha graça, e de forma sagaz a pertuba as idéias, então a confundi, mas a alimenta, ela se contenta por deitar em seu peito e adormecer com seus encantos, abocanha com os lábios pegando fogo como se fosse se perder nele e o toma como sendo seu, ela hoje faz do corpo dele a sua morada mesmo sabendo que não é bem assim. É tanto amor que ela vive escrevendo besteira e ficar mais uns quinze minutos, nem pensar!

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

E foi lindo cada momento, cada dancinha improvisada, num esforço de mostrar que ele além de um rostinho bonito, era também de um pé de valsa, cada sorriso arrancado àquela noite, cada minuto ao seu lado, tudo valeu a pena, mesmo prestes a ir embora, indo pra o seu ninho, migrando para onde realmente queria estar, no seu lugar, seu canto, na sua história.
Fiquei, em meio a cacos e sonhos, na verdade me deixei levar, e não quis demonstrar tanto, mas quase me acabei, quase morri ao vê-lo indo, meus olhos não pairavam em outro lugar que não fosse nele.
Prosseguia com ele, só que agora sabia que iria embora de verdade, a nossas mãos aderidas umas as outras, sua boca rosa e pequena, num beijo entalado, embalado por um choro que não saia, num par de olhos tristes, mas que precisavam ser contidos, minha boca estremeceu, fechei os olhos, entreabri olhando para o chão, levei minha mão à face esquerda, minhas mãos o encontraram, enquanto ele acariciava meu rosto, não senti tristeza alguma, só conseguia sentir medo, medo de perder-lo, e murmurou algumas palavras, só não lembro o que disse, deve ter sido pela agitação daquela triste despedida, abri minha boca e na seqüência de um beijo disse que o amava.
E por mais que eu me enganei, escutei num abafado ruído, até num tom meio arranhado, eu te amo, pois bem, não foram proferidas estas palavras, mas no meu coração ele as disse, e soou como consolo, um paliativo, já que eu iria chorar por alguns dias a sua falta, as vezes até me esquecia que ele as tinha dito, mas vez e outra me pegava sorrindo, só de lembrar, sua voz sussurrando um eu também.
Fiquei encurralada quando ele foi embora, naquele jeito de sempre, naquele jeito como quem não quer nada, meus olhos se atiraram nele, minhas mãos não fingiam e como fuga tive a impressão de que tudo passaria bem rápido e que ele voltaria com a mesma expressão de sempre, com as mesmas coisas, com as quais, nem sei o por quê me apaixonei, de tantas palavras não ditas e atitudes que só serviram, porque me trouxeram para junto dele.
Distanciei-me e naquele instante achei que saí muito depressa, entrei no carro nem olhei pra traz, com medo do que me restava, com medo de que escapulisse uma gotinha dos meus olhos, pois meu olhar já estava desolado, me limitei a esfregar os olhos uma única vez, já que uma nevoa se elevava no meu olhar, e ali sentada no banco de traz com minhas mãos pousadas no colo, olhando para o nada, deixei minha mente vagar, surgiu assim um silêncio ensurdecedor de que minha voz gritava me deixem em paz! Foi o que da minha voz não se ouvia, mas certamente estava gritando com todas as minhas forças, e fui caminhando bem longe dali, eu e mais duas pessoas que pouco se importavam com a minha tristeza, que me comiam com os olhos me fisgavam e rasgavam minha carne sem ao menos tocar em mim, como se eu fosse um mero prato bem gostoso ou quem sabe um manjar que seria posto em uma mesa para degustação, e em meio a olhos famintos surgiu inexplicavelmente uma voz que era de consolo dizendo que tudo iria passar e que eu ficaria bem, tornando referencia de que já havia acontecido outrora, franzi a testa num movimento involuntário, suspirei ainda com medo e respondi retoricamente de forma positiva com sorriso meio estalado no cantinho da boca, fiz o impossível para que não expusesse a minha tristeza e prosseguimos assim um tortuoso caminho de perguntas, comiam agora de colher, falando animadamente sem parar, mas de forma contida e armada de coragem eu disse que essa estorinha não passava de um absurdo, foi com sinceridade e firmeza, levados pela emoção e tristeza contrita dentro de mim, que dei um fim a toda aquela babaquice que estava sendo regada e alimentada por alguma droga de idéia maluca, foi uma saída pra determinar um fim e que não faria nada que meu coração não permitisse pois não tinha motivos para agir daquela maneira, me senti honrada e por que não dizer pura.Ela assentiu com um ar pensativo como se tivesse ouvido a coisa mais inteligente do mundo, desviando os olhos e se esparramando no banco, com uma tristeza visivelmente de alguém derrotado, suspirou e disse que era com pesar que não iria mais comentar sobre aquele assunto, ele por sua vez, pegou uma garrafa de água que estava ao lado e tomou dois goles sem interrupções, tentando disfarçar que estava surpreso e ofendido, envergonhado talvês, não sei porque, mas também me senti envergonhada, podia ver nitidamente a saliva que passava ligeiro por aquela pele enrugada no pescoço.
Prosseguimos então na ânsia de chegada, aquele carro estava cheio demais para nós. Chegamos naquela cidade que so me fazia lembra dele, cheguei em casa, me joguei na cama e num olhar firme ao teto, tive a impressão de que tudo voltará ao sue lugar, o telefone toca, e em movimento brusco atendo sem sequer olhar que estava me ligando, minha mãe havia chegado, pulei da cama e abri a porta onde fui acolhida pelo abraço caloroso de meus pais, reuni todas as minhas coisinhas e me recolhi na esperança que tudo fosse passar rapidamente, de coração partido, com uma saudade louca, mas certa de que nada iria me fazer ficar longe dele, mesmo com a distância, ele estará presente.

24 de dezembro de 2011
Não sei o que devo achar
Qual é a situação
Mas sei que já me acomete a alma
Minha voz já não existe
Estou entrelaçada em meio a tuas mentiras
As quais me deixam mole e sem força
Estou em busca do nada
Do fim, mais perto do que nunca.
Mas certa de que amei com todo o sentido do mundo
Umas das pessoas mais lindas que este coração já conheceu
Não me atrevo a dizer que pode ser pra sempre
Mas assumo que ficaria louca
Em assumir esse risco.
14 de dezembro de 2011.
Queria te dizer tantas coisas
Esse Sentimento frouxo
Que me pertuba as idéias
Que me deixa nua, despida de orgulho
Ah esse beijo, que não queimou meus lábios
Não me causou dano algum
Ah esses meus lábios que sentem falta dos teus
E simplesmente esperam o fim
Você sacudiu meu coração pela janela.
06 de dezembro de 2011
Quero correr disso tudo.
Mas correr pra os teus braços.
Hoje de manhã senti o seu gosto.
Teu jeito de me fazer carinho.
Tuas trapaças.
A vivacidade que existe em tudo que é teu.
Sou uma boba quando estou contigo.
Teu afago me faz esquecer,
que esse sentimento vai me matar.
Mas só quero que me mate aos poucos, então.
Lembre-se o velho.
E tome o novo como referência.
Esqueci meu relógio.
Estou sem tempo pra perder.

18 de novembro de 2011.
Chegou fazendo barulho
Fazendo arruaça
Tomou meu coração e levou consigo
Guardo os seus olhos comigo
E só no relance te decorei por inteiro
És a mistura de tudo que é lindo!

17 de novembro de 2011.
Triste com tudo, incrível como você não consegue, ou não quer falar que me ama, disse que não ama ninguém..não fica comigo por inteiro, os beijos que não vêem as palavras e tudo mais...
Chego a achar que estou no lugar errado, na hora errada, triste e envolvida nos seus encantos, me perdendo feito cinza, nesse engano absurdo@!
Algumas coisas não conseguimos forçar... infelizmente eu to amando, mesmo que seja em detrimento de minha paz.... isso não é saudável pra nenhum ser vivente.




16 de novembro de 2011.
Deite-se ai, Concentre-se no que vai fazer.
Durma e não se atreva a me tocar.
São compromissos irrevogáveis.
Minhas pendências irrefutáveis.

A luz entra no quarto, o ninho no telhado.
O encaixe meio sonolento.
Boca pequena sussurra e me toma.
O cheiro gostoso e a toalha molhada.

Agora é sua vez, mas Não vá demorar.
Meu café vai esfriar.
E não tenho o dia todo.
Devo ir pra escola, todavia, não poderei te beijar.

12 de novembro de 2011.
É obvio que já percebeu o quanto sou carente e que demonstro tudo oque sinto facilmente, não sei guardar sentimentos, por isso me atrevi a escrever esse besteirol pra ti, pelo menos se não servir pra mudar uma pouco tua cabecinha, poderá servir pra dar umas boas risadas da minha cara, coisa que é de praxes fazer comigo!
A minha única prerrogativa é te questionar quanto a esta situação para saber qual é a minha posição, e que atitude devo tomar, é horrível admitir isso, mas tenho estado triste.. é que nunca me surgiu a idéia de se apaixonar por uma pessoa tão ríspida e tão fria, ou seja, ninguém em sã consciência pensa em um dia se apaixonar pelo capeta personificado.
As palavras são muitas, e a confusão com que aparecem, denotam o quão estou perdida (desculpinha ridícula rs) e o sentimento que me norteia delimita um mundo tão pequeno, nunca estive tão sem voz e sem expressão, portanto, seja honesto comigo e me abra caminho e para que eu não sofra tanto. Já estou bem certa de que nada resolverá (otimismo) se não houver um mínimo de interesse pela causa que rege esta melosidade, contudo espero por um fim no que esta me deixando bem triste. (Ouww a bixinha!!)
22 de outubro de 2011.
Amar não Acelera minha vida, não me traz grandes benefícios, (opa) mesmo porque já sofri um bocado amando, enfim, amar não é a palavra mágica pra se resolver nada, embora, eu concorde com vc que o amor a gente não escolhe, mas o que não posso entender e esta é a razão pelo qual resolvi escrever, (essa expressão ta confusa demais..) é que se tens certeza de que não me ama e não me quer de verdade, (ouwww) de que não sou a pessoa com que quer estar, (ainn) porque continua com tudo isso?(quer q eu fale msm?) qual é a essência de se estar perto sem querer realmente?,(interroga esse menino) eu não suportaria a idéia de estar com uma pessoa sem gostar de verdade. Por que não me diz boas verdades e me expulsa de vez da sua vida, por que não me mostra a parte ruim da historia, (na verdade ta mostrando) ou não quer perder tempo com isso e quer que eu mesma me toque e saia, me resguardando de uma verdade que pode realmente me magoar absurdamente. ( tão bonzinho ele)..
25 de setembro de 2011.
Não quero ser impertinente, ou algo parecido, é que tenho algumas coisas para falar¬¬¬¬, então vou tentar ser o mais breve possível, a verdade é que tenho no peito um coração que não entende o teu, eis que o mesmo, o conteúdo eu não posso ter acesso.
Tanta falta de interesse o qual já é admitido e inveterado da sua parte, sem sentimento, sem apego, sem preocupação, sem palavras, sem forma, e de tanto perceber suas atitudes chego a me perguntar se você realmente existe..mas será que um dia você já deve ter amado alguém ou alguma coisa que não fosse você.., e por que tanta dificuldade em se gostar, em admitir que um dia amou, ou um dia amará, é medonho essa sua relação, que dó.. , é covardia da sua parte aceitar que tudo sempre voltará pra você, e que nunca irá precisará proferir a palavra amor com intimidade e propriedade sobre ela.
10 de set de 2011.